WHEY PROTEIN
As proteínas do soro do leite, também conhecidas como whey protein, são extraídas durante o processo de fabricação do queijo. Possuem alto valor nutricional, contendo alto teor de aminoácidos essenciais, especialmente os de cadeia ramificada. Também apresentam alto teor de cálcio e de peptídeos bioativos do soro. Pesquisas recentes demonstram sua grande aplicabilidade no esporte, com possíveis efeitos sobre a síntese proteica muscular esquelética, redução da gordura corporal, assim como na modulação da adiposidade, e melhora do desempenho físico. Estudos envolvendo a análise de seus compostos bioativos evidenciam benefícios para a saúde humana. Entre esses possíveis benefícios destacam-se seus efeitos hipotensivo, antioxidante e hipocolesterolêmico.
FONTE:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732006000400007&script=sci_arttext
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13 de jan. de 2015
20 de nov. de 2013
Alimentação de lutadores de MMA
Um esporte tão complexo como o MMA
requer preparação de verdadeiros superatletas de seus praticantes em alto
nível. Por serem submetidos a um treinamento intenso e de alto impacto, os
lutadores precisam estar bem preparados para suportar toda a carga imposta por
treinadores e preparadores físicos. Para isto, além de descanso apropriado, a
alimentação tem um papel fundamental no desempenho destes atletas.
Alguns tipos de suplementos alimentares são
comumente indicados para os lutadores e porque estes produtos são importantes
para administração em conjunto com a alimentação tradicional.
Com a suplementação, há uma melhora
no desempenho e um equilíbrio no estresse físico e mental gerado pela
competição. A quantidade necessária destes macro e micronutrientes para um atleta
realmente é grande e a demanda energética é muito alta. É preciso complementar
a alimentação com suplementos, pois não há como ingerir uma quantidade tão
grande desses nutrientes sob a forma de alimentos.
Para começar então, o líquido mais
precioso da natureza. Dois litros de água por dia é geralmente suficiente para
eliminar as proteínas em qualquer atleta. A quantidade de água
que você toma é necessária para manter um metabolismo elevado da proteína que
você está consumindo. A falta de água na dieta de um lutador irá resultar em
excesso de gás e má digestão da proteína que ele consome. E a água não tem
apenas função de limpeza no organismo. Em grande quantidade, realmente
estimula o organismo a produzir GH (hormônio do crescimento).
Já na área dos suplementos
propriamente ditos, um produto bastante útil no pré-treino é a maltodextrina. Ela pode ser utilizada cerca de quinze minutos antes do treino para promover
um adicional na energia sem picos de insulina ao atleta.
O ideal é sempre manter o equilíbrio entre
água, eletrólitos e carboidratos, dependendo da intensidade do trabalho. A cada
meia hora de treino, além da hidratação, deve-se ingerir de 30 a 60g (o que dá
uma solução de 6 a 8%) de carboidrato de rápida absorção, que garante a menor
depleção de glicogênio e, logo, melhora do desempenho. Nas atividades que
ultrapassam 60 minutos, é recomendada também a utilização de eletrólitos como
sódio e potássio.
Ao final do treino, o cuidado é com a
reposição de nutrientes. Um Shake de carboidratos de
alto índice glicêmico (como dextrose) misturados com carboidratos de índice
glicêmico moderado (como maltodextrina). Esta união de carboidratos rápido e
moderado otimiza a absorção dos nutrientes. Outra opção é, ao invés do
carboidrato pós-treino, utilizar um triglicerídeo de cadeia média (TCM), por
exemplo, o óleo de coco. Esta gordura promove rápida absorção e ainda tem a
vantagem de manter os níveis altos de GH. Outro ponto importantíssimo na
suplementação pós-treino é a proteína. Como é importante que a reposição seja
feita do modo mais rápido, o whey protein hidrolisado (proteína do soro de leite) é o mais
indicado, para que a absorção seja
mais rápida. O carboidrato do shake ou o TCM vai
garantir que os músculos absorvam a carga de proteína para realizar a reparação
e construção das fibras musculares desgastadas durante o treino.
Para complementar a proteína na
reparação das fibras musculares, os aminoácidos também entram no pós-treino. Os BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) diminuem o catabolismo muscular, ou
seja, diminuem a perda de massa magra, além de prevenir a fadiga. A glutamina, também é outra opção e além de garantir
a imunidade do organismo, também tem ação anticatabólica. Este suplemento
precisa ser utilizado pelos atletas, pois o estresse metabólico é tão grande
que a imunidade fica debilitada. Após o treino, estes aminoácidos (glutamina e
BCAA) encontram-se em baixos níveis, pois boa parte foi usada como fonte de
energia.
Fechando o ciclo, temos a creatina,
suplemento bastante utilizado para gerar energia de explosão, e os
antioxidantes. A produção grande de ATP (adenosina trifosfato) garante força
para exercícios intensos. Um aliado da creatina é a beta-alanina, que
potencializa seu efeito. As duas devem ser utilizadas juntas para otimizar o
resultado da suplementação. Já antioxidantes como vitaminas C e E, selênio e
betacaroteno são também importantes, pois, como os atletas estão em estresse
metabólico e com muitas lesões, é necessária a utilização destes suplementos
para minimizar estes efeitos.
Antes de utilizar qualquer suplemento consulte um nutricionista pois só ele pode te ajudar a escolher a melhor opção para você.
21 de mai. de 2013
BCAA X EXERCÍCIO
BCAA é a sigla em inglês para aminoácidos de cadeira ramificada (branched chain amino acids) constituído por Leucina, Isoleucina e Valina.
Sendo assim as
necessidades nutricionais diárias são dependentes de fatores como intensidade, frequência,
duração e tipo de atividade/ exercício, bem como composição corporal, idade,
sexo e nível de treinamento dos indivíduos, os quais a tornam um tópico de
discussões bastante complexa. Sendo assim, a nutrição torna-se um fator
importante para que os objetivos estabelecidos no planejamento sejam mais
facilmente atingidos.
O papel das proteínas e dos aminoácidos na atividade física
durante longo tempo não recebeu a devida importância. Estudava-se
principalmente o metabolismo de carboidratos e gorduras, sendo as proteínas
bastante ignoradas. O interesse aumentou consideravelmente a partir da década
de 70, quando evidências foram apresentadas de que o exercício afeta o
metabolismo de proteínas/aminoácidos, e que esses contribuem significativamente
no rendimento durante o exercício prolongado.
O uso de aminoácidos de forma suplementada tem sido bastante
difundido entre praticantes de exercícios e atletas de diversas modalidades.
Tornou-se foco de estudo de pesquisadores das áreas da nutrição e da fisiologia
do exercício, principalmente, com o intuito de desvendar quais os possíveis
efeitos sobre a performance e a composição corporal, bem como sobre a saúde dos
indivíduos que fazem uso deste tipo de nutriente.
Aminoácido de cadeia
ramificada – BCAA.
Os aminoácidos de cadeia ramificada
conhecida como BCAA . De todos os aminoácidos isolados consumidos, apenas os
aminoácidos essenciais apresentam uma sustentação teórica para a sua
administração. Eles não são sintetizados no organismo humano devendo, por isso,
ser ingeridos na dieta ou na forma de suplementos dietéticos, os quais são
apresentados na forma de cápsulas, comprimidos, pó, tabletes e na forma
líquida. Nos alimentos, podem ser encontrados nas carnes e outros produtos de
origem animal, ricos em proteínas.
Pouco se sabe a respeito das dosagens diárias
recomendadas. Dessa forma, foram encontradas pesquisas envolvendo crianças e
adultos que sugerem proporções que vão de 77 a 154 mg/kg/dia, bem como estudos
que sugerem a não utilização de suplementação de BCAA para atletas, devido a
carência de evidências consistentes a respeito do tema.
Possíveis efeitos da
suplementação com BCAA
Ação anabólica e anticatabólica
Os estudos realizados com indivíduos fisicamente ativos
ou não, sugerem que a suplementação com BCAA, antes ou imediatamente após o
exercício, pode estimular a síntese protéica e diminuir danos ao tecido
muscular, devido ao fato de a suplementação suprir as necessidades dietéticas
destes aminoácidos, preservando os estoques musculares.
Em estudo de revisão realizado por Blomstrand et al.
(2006), os BCAA, particularmente a leucina, podem apresentar efeitos anabólicos
no metabolismo de proteínas, aumentando significativamente a taxa de síntese e
diminuindo a taxa de degradação de proteína na musculatura em repouso, após o
exercício. Os BCAA apresentam efeitos anabólicos no músculo humano durante a
fase de recuperação, após exercícios de resistência, porém durante os
exercícios, os respectivos efeitos não são claros, necessitando maiores estudos.
Envolvimento na resposta
imunológica
Durante exercícios de resistência, há uma
diminuição dos níveis plasmáticos de glutamina, cuja função principal é servir
de fonte de energia para importantes células do sistema imunológico. Já que os
BCAA servem de substrato para a síntese de glutamina, sua administração após o
exercício aumentaria as concentrações da mesma, diminuindo assim a incidência
de infecções nos atletas.
Retardo da fadiga central
em exercícios prolongados
Alguns estudos apontam efeitos que colocam em discussão
a administração desse suplemento com o intuito de retardar a fadiga central e
verificaram um aumento da concentração plasmática de amônia em decorrência da
ingestão de altas doses de BCAA. Esta pode ser tóxica ao cérebro e também
afetar negativamente o metabolismo muscular.
Alguns autores dizem que “não se sabe ao certo a
quantidade de BCAA necessária para impedir a entrada de triptofano no cérebro;
quantidades muito elevadas são mal toleradas e prejudiciais, atrasam a absorção
de líquidos e contribuem para a desidratação”. Ou seja, em doses altas existe a
possibilidade de transtornos gastrintestinais como a diarreia, bem como
comprometimento da absorção de outros aminoácidos.
A suplementação com os aminoácidos de cadeia ramificada
(BCAA) pode ser benéfica, ingerido sozinho ou associado a outros nutrientes, se
confirmada à necessidade e, desde que com acompanhamento de profissionais da
área da saúde, como médicos e nutricionistas.
Considerando-se todo o potencial de informações a
respeito deste tema, notaram-se algumas discordâncias entre os estudos,
observando-se que o conhecimento sobre seus efeitos geram algumas dúvidas, sobretudo
quanto ao uso por períodos prolongados.
Com relação aos efeitos da suplementação de BCAA, fica
bastante clara a necessidade de que mais pesquisas científicas sejam
realizadas, pois a discussão está longe de ser esgotada.
Fonte: Rogero MM, Tirapegui J. Aspectos atuais sobre
aminoácidos de cadeia ramificada e exercício físico. Revista Brasileira de
Ciências Farmacêuticas.vol. 44, n. 4, out./dez., 2008
Fonte: DeNutri.
Danusa Ribeiro Simão – Pós Graduanda em FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO
Naiara Alves – Pós Graduanda em NUTRIÇÃO CLINICA - METABOLISMO,
PRÁTICA E TERAPIA NUTRICIONAL.
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20 de abr. de 2013
Diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde
Editor: Tales de Carvalho
Co-editores: Tânia Rodrigues, Flávia Meyer, Antonio Herbert Lancha Jr. e Eduardo Henrique De Rose
Participantes: Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, Arthur Haddad Herdy, Carlos Alberto Werutski,
Eney de Oliveira Fernandes, Félix Albuquerque Drummond, Glaycon Michels, Ileana Kazapi,
Kharla Medeiros, José Kawazoe Lazzolli, Luis Fernando Funchal, Luiz Aragon, Magnus Benetti,
Marcelo Bichels Leitão, Marcelo Salazar, Marcos Aurélio de Oliveira Brazão, Michel Dacar,
Rafael de Souza Trindade, Ricardo Nahas e Turíbio Leite de Barros Neto
Realização: Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte
Apoio: Gatorade Sports Science Institute (GSSI)
INTRODUÇÃO
Com finalidade ergogênica e estética, no Brasil, tem sido observado um uso abusivo de suplementos alimentares e drogas. Trata-se de atitude que tem crescido em ambientes de prática de exercícios físicos, tendendo à generalização em algumas academias de ginástica e associações esportivas.
Trata-se muitas vezes de um comércio ilegal, sem controle dos setores da vigilância sanitária, funcionando no
próprio ambiente de prática de exercícios e contando com a participação, direta ou indireta, de profissionais responsáveis pelas sessões de exercícios físicos. A regra, nestas circunstâncias, é a inexistência de prescrição médica e/ou com formação em ciência do esporte, que são os profissionais qualificados para atuarem neste contexto. Algo que deveria ser cogitado somente excepcionalmente tem sido utilizado por indivíduos para os quais não há nenhuma indicação de uso. Esta prática, mesmo quando conta com a prescrição de profissionais da medicina e da nutrição, muitas vezes é adotada sem uma base sólida de conhecimentos, portanto, de forma empírica. Existe, em geral, falta de comprovação científica que justifique a ação proposta.
A situação, em parte, decorre da falta do conhecimento de que uma alimentação balanceada e de qualidade, a não ser em situações especiais, atende às necessidades nutricionais de um praticante de exercícios físicos, inclusive de atletas de nível competitivo, o que dispensaria o uso de suplementos alimentares.
Quando se trata do uso de algumas drogas e hormônios de comprovada ação ergogênica, mas que oferecem riscos para a saúde e são considerados doping, a situação caracteriza-se não somente como antiética, mas até mesmo criminosa. Se ficar caracterizado o dolo do profissional responsável pela prescrição, há necessidade até mesmo de uma ação punitiva advinda da justiça comum.
Outro aspecto que justifica esta diretriz é a constatação de situações nas quais há falhas nos esquemas de alimentação e reposição hidroeletrolítica, que prejudicam o desempenho desportivo e colocam em risco a saúde dos praticantes de exercícios físicos, podendo até mesmo causar a morte. É o caso dos distúrbios hidroeletrolíticos frequentemente observados em provas de longa duração.
Esta diretriz, que contou com a participação de eminentes profissionais e pesquisadores da medicina e demais ciências do esporte do Brasil, tem como objetivo principal contribuir para um processo de educação continuada que veicule informações abalizadas aos profissionais que militam no esporte e atuam em programas de exercícios físicos destinados à população em geral. Pretende-se que estas informações cheguem aos principais interessados, os praticantes de exercícios físicos, sejam os atletas competitivos, sejam os anônimos freqüentadores de academias e outros espaços destinados à prática desportiva, de modo a contribuir para a promoção da saúde, tornando-os menos vulneráveis às ações nefastas de indivíduos desqualificados e/ou mal-intencionados. Destina-se, enfim, a desmistificar atitudes inadequadas, que mesmo sem base científica e com potenciais riscos para saúde, são, infelizmente, muito comuns em ambientes de prática de exercícios físicos.
Visa, principalmente, estimular a adoção de práticas comprovadamente saudáveis, que contribuem para o melhor rendimento desportivo.
Segue artigo completo em http://www.scielo.br/pdf/rbme/v9n2/v9n2a02.pdf
19 de mar. de 2013
O perigo da utilização de termogênicos sem orientação adequada.
Boa noite!
Ultimamente tem se falado muito em termogênico para o emagrecimento, porém nem todos tem a informação necessária para o uso. Sendo assim achamos de grande importância a postagem de algumas informações contidas no artigo JORGE, F.C., et al. SINEFRINA OBTIDA DE PRODUTOS NATURAIS: BENEFÍCIOS NA PERDA DE PESO VERSUS POTÊNCIAL CARDIOTÓXICO. Disponível em: http://fio.edu.br/cic/anais/2010_ix_cic/pdf/06FAR/08FAR.pdf.
Ultimamente tem se falado muito em termogênico para o emagrecimento, porém nem todos tem a informação necessária para o uso. Sendo assim achamos de grande importância a postagem de algumas informações contidas no artigo JORGE, F.C., et al. SINEFRINA OBTIDA DE PRODUTOS NATURAIS: BENEFÍCIOS NA PERDA DE PESO VERSUS POTÊNCIAL CARDIOTÓXICO. Disponível em: http://fio.edu.br/cic/anais/2010_ix_cic/pdf/06FAR/08FAR.pdf.
Legislação
A ANVISA realizou ensaio da droga de acordo com a Portaria n º 233, de 25 de março de 1998; RDC n° 303, de 07/11/2002 e a C. aurantium pode ser consumida em forma de chá preparado com água quente ou fria. É indicado o uso da planta padronizada com máximo de 10% (p/p), porém não se tem nenhuma restrição para o uso indiscriminado deste produto.
São comercializadas apenas preparações contendo extrato de C. aurantium, considerados medicamentos fitoterápicos no Brasil, não existindo medicamentos industrializados contendo sinefrina e estes devem atender critérios de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos em legislação específica (BRASIL, 2002). A ANVISA continua que atualmente não existem fitoterápicos registrados contendo extratos da planta destinados a perda de peso.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Baseado no levantamento bibliográfico pode-se ressaltar a importância do controle rígido na comercialização de produtos contendo sinefrina, mesmo como medicamento fitoterápico de origem natural, pois estes também apresentam vários efeitos adversos, mostrando a necessidade de novos estudos que comprovem sua ação como adjuvante emagrecedor e seus efeitos cardiotóxicos, pois tratam-se de medicamentos com potencial tóxico elevado. Vale ressaltar a semelhança estrutural da sinefrina com a efedrina, cujo controle pelos órgãos fiscalizadores é bastante rígido. Ambas são substâncias que, além dos efeitos adversos causados, podem acarretar dependência física e psíquica devido ao fato de agirem diretamente sobre o sistema nervoso central. Qualquer substância com atividade farmacológica deve ser utilizada com cautela, mediante prescrição médica e ainda sob orientação de um profissional farmacêutico.
Desta forma não é aconselhável o uso de produtos à base de C. aurantium, principalmente por conterem sinfefrina, um derivado anfetamínico que apesar de ser de origem natural é potencialmente tóxico ao organismo humano.
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