Muitas
pessoas colocam a culpa no carboidrato por engordarem. Ele é visto como o vilão
em dietas, mas pelo contrario sua falta no organismo pode ter consequências negativas,
pois ele é a principal fonte de energia para o corpo. Os carboidratos representam a principal
fonte de energia, pois é o principal combustível do ser humano. Eles são
moléculas que desempenham variadas funções, entre elas: fonte de energia para o
desenvolvimento do trabalho interno (respiração, circulação do sangue e
batimentos do coração), externos (caminhar, trabalhar, fazer esforço); reserva
de energia; estrutural;
matéria prima para a biossíntese de outras
biomoléculas.
O carboidrato é a única fonte de energia aceita pelo cérebro, importante
para o funcionamento do
coração e todo sistema nervoso. O corpo armazena carboidratos em três lugares:
fígado, músculo (glicogênio) e sangue (glicose). Os carboidratos evitam que
nossos músculos sejam digeridos para produção de energia, por isso se
não houver a ingestão de carboidrato, há a quebra de massa muscular e gordura,
diminuindo o tecido muscular.
Quando reduzimos a ingestão de carboidratos o organismo precisa se
adaptar e utiliza outras fontes de energia tais como: lipídeos ou proteínas. Nesta
fase a pessoa pode ter dificuldades de concentração, dores de cabeça, fadiga, e
a longo prazo a restrição de
carboidratos pode aumentar a chance de surgimento de cálculos renais e elevar o
colesterol.
Antes
de arrancá-lo de suas refeições, conheça algumas consequências causadas pela
falta de carboidrato:
Perda
de massa muscular – Com a falta desse
substrato para gerar energia, o organismo precisa produzi-la de outra forma.
Acontece, então, um processo bioquímico (gliconeogênese) que transforma a
proteína muscular em energia (glicose). Conclusão: ocorre a degradação (perda)
de massa muscular;
Formação
de Radicais Livres – A ausência do
carboidrato desencadeia a produção de cetose, substância altamente tóxica ao
organismo. Com o aumento na quantidade de cetose produzida, ocorrerá a maior
formação de radicais livres, principais causadores de envelhecimento e de doenças
oxidativas, como o câncer;
Diminuição
do gasto calórico – Quando ficamos
longos períodos sem se alimentar com carboidratos (superiores a 4 horas), nosso
organismo entra em estado catabólico (perda), ele passa a utilizar as reservas
de glicogênio (estoque de glicose) para fornecer energia ao corpo. O organismo
entende esse momento como uma restrição alimentar e começa a poupar energia,
desacelerando nossa taxa metabólica basal;
Hipoglicemia de rebote – Isso acontece quando o indivíduo vai praticar
alguma atividade física e apenas consome uma fruta. O açúcar da fruta (frutose)
tem um índice glicêmico alto (velocidade de transformação em glicose) e cai
diretamente na circulação sanguínea, elevando o índice de glicose durante um
curto espaço de tempo, derrubando-o rapidamente por meio de um efeito rebote.
Os níveis glicêmicos reduzidos ocasionam a perda de performance na atividade
(perda de força, indisposição, cansaço).
Todos
os nutrientes fornecem calorias (proteínas, gordura e carboidratos) quando
ingeridos em quantidades acima do necessário para refazer nosso metabolismo são
estocados como reserva energética na forma de gordura.
A
grande diferença entre proteínas, gordura e carboidratos é o tempo de digestão
e absorção de cada um no nosso organismo. Os carboidratos são os primeiros a
serem digeridos e absorvidos, depois as proteínas e por último as gorduras.
Esta ordem define muitos comportamentos do nosso organismo. Os carboidratos estão
presentes em todos os cereais, trigo, arroz e milho, além de estar nos pães,
nas massas e até nas frutas.
Os carboidratos se dividem em:
Carboidratos
Simples: são os que possuem
absorção mais rápida fornecendo ao organismo uma forma de energia mais rápida.
Carboidratos
Complexos: para serem absorvidos e transformados em fonte de energia deve
ser primeiramente quebrados em carboidratos simples.
A
restrição exagerada de carboidratos promove perda de peso, porém esta perda não
é de forma saudável e com possibilidade de ganho muito rápido do peso perdido. A
ingestão adequada estimula um equilíbrio energético, resultando na redução de
gordura corporal, melhora da qualidade do tecido muscular e mais disposição para
realização exercícios físicos e as atividades do dia-a-dia.
O que
engorda é comer muito carboidrato em um único momento, quando comemos a mais do
que precisamos nosso organismo rapidamente percebe isso, usando o necessário e
guardando o restante como gordura. Nosso metabolismo funciona como se fosse uma
fotografia, vamos absorver para nossas células só o nutriente necessário
naquele exato momento. O nutriente em excesso será estocado na forma de
gordura.
Claro
que o consumo de
carboidratos integrais,
com baixos índices glicêmicos tendem a ter um maior controle do peso,
consequentemente menor incidência de obesidade, bom perfil lipídico sanguíneo
evitando doenças coronarianas e melhor metabolismo dos carboidratos prevenindo
diabetes e resistência a insulina comparados a pessoas que consomem açúcar
simples de alto índice glicêmico.
O que
engorda, é um conjunto de fatores como ingerir calorias em excesso, e ficar muito tempo sem se alimentar, pular refeições e ou diminuir drasticamente a
quantidade de comida.
Pular refeições prejudica o
organismo e ainda colabora para aumentar o peso,
sendo a pior decisão que uma pessoa que está querendo emagrecer pode
tomar. Pode ocorrer o risco de não ingerir os nutrientes essenciais do corpo, o metabolismo fica mais
lento, gastando menos energia e armazenando uma quantidade maior de gordura, já que não sabe quando
será alimentado novamente. Da próxima vez em que você fizer uma refeição,
estará com tanta fome que a quantidade de comida posta
para dentro será ainda maior.
Para
ter uma dieta correta, é indispensável tomar o café da manhã, almoço e jantar.
E está enganado quem acredita que para perder uns quilinhos, é necessário
reduzir a quantidade das refeições. É preciso comer nos intervalos das
refeições, além das três principais do dia.
Ao
montar o seu prato pense sempre na diversidade de alimentos, enriqueça-o com
hortaliças, e busque uma refeição bem colorida. O segredo está em comer com
moderação e fazer substituições inteligentes, tornando os pratos mais
nutritivos, com menos calorias e gordura.
Não
adianta por conta própria e sem acompanhamento nutricional diminuir
drasticamente a quantidade de alimentos,
porque o corpo se sente fraco e o metabolismo fica
muito mais lento o que emagrece de verdade é uma alimentação
saudável e balanceada.
Para
emagrecer o ideal é reduzir a ingestão calórica e manter a proporção adequada
entre os macronutrientes, podendo-se comer de tudo de maneira equilibrada.
Portanto nunca deixe
de fazer uma alimentação saudável que contenha os nutrientes adequados e
devidamente balanceados, com a presença também do carboidrato. É fundamental que a alimentação seja equilibrada,
variada, fracionada e porcionada. Logo, não há necessidade de restringir
totalmente algum alimento ou nutriente, apenas evite os excessos. E a melhor maneira de deixar sua alimentação mais correta é com a ajuda
de um Nutricionista.
Danusa Ribeiro Simão – Pós Graduanda em Fisiologia do Exercício
Naiara Alves – Pós Graduanda em NUTRIÇÃO CLINICA - METABOLISMO, PRÁTICA E TERAPIA NUTRICIONAL.
Contato
Rua Visconde de Inhaúma, n°1042, Centro - Saúde Clin - São Carlos
Tel: (16) 3413-6440 / 3374-8556
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