16 de mai. de 2013

UMA REFLEXÃO SOBRE OS CARBOIDRATOS

Muitas pessoas colocam a culpa no carboidrato por engordarem. Ele é visto como o vilão em dietas, mas pelo contrario sua falta no organismo pode ter consequências negativas, pois ele é a principal fonte de energia para o corpo. Os carboidratos representam a principal fonte de energia, pois é o principal combustível do ser humano. Eles são moléculas que desempenham variadas funções, entre elas: fonte de energia para o desenvolvimento do trabalho interno (respiração, circulação do sangue e batimentos do coração), externos (caminhar, trabalhar, fazer esforço); reserva de energia;  estrutural; matéria prima para a biossíntese de outras biomoléculas.
O carboidrato é a única fonte de energia aceita pelo cérebro, importante para o funcionamento do coração e todo sistema nervoso. O corpo armazena carboidratos em três lugares: fígado, músculo (glicogênio) e sangue (glicose). Os carboidratos evitam que nossos músculos sejam digeridos para produção de energia, por isso se não houver a ingestão de carboidrato, há a quebra de massa muscular e gordura, diminuindo o tecido muscular.
Quando reduzimos a ingestão de carboidratos o organismo precisa se adaptar e utiliza outras fontes de energia tais como: lipídeos ou proteínas. Nesta fase a pessoa pode ter dificuldades de concentração, dores de cabeça, fadiga, e a longo prazo  a restrição de carboidratos pode aumentar a chance de surgimento de cálculos renais e elevar o colesterol.
Antes de arrancá-lo de suas refeições, conheça algumas consequências causadas pela falta de carboidrato:
Perda de massa muscular – Com a falta desse substrato para gerar energia, o organismo precisa produzi-la de outra forma. Acontece, então, um processo bioquímico (gliconeogênese) que transforma a proteína muscular em energia (glicose). Conclusão: ocorre a degradação (perda) de massa muscular;
Formação de Radicais Livres – A ausência do carboidrato desencadeia a produção de cetose, substância altamente tóxica ao organismo. Com o aumento na quantidade de cetose produzida, ocorrerá a maior formação de radicais livres, principais causadores de envelhecimento e de doenças oxidativas, como o câncer;
Diminuição do gasto calórico – Quando ficamos longos períodos sem se alimentar com carboidratos (superiores a 4 horas), nosso organismo entra em estado catabólico (perda), ele passa a utilizar as reservas de glicogênio (estoque de glicose) para fornecer energia ao corpo. O organismo entende esse momento como uma restrição alimentar e começa a poupar energia, desacelerando nossa taxa metabólica basal;
Hipoglicemia de rebote – Isso acontece quando o indivíduo vai praticar alguma atividade física e apenas consome uma fruta. O açúcar da fruta (frutose) tem um índice glicêmico alto (velocidade de transformação em glicose) e cai diretamente na circulação sanguínea, elevando o índice de glicose durante um curto espaço de tempo, derrubando-o rapidamente por meio de um efeito rebote. Os níveis glicêmicos reduzidos ocasionam a perda de performance na atividade (perda de força, indisposição, cansaço).
Todos os nutrientes fornecem calorias (proteínas, gordura e carboidratos) quando ingeridos em quantidades acima do necessário para refazer nosso metabolismo são estocados como reserva energética na forma de gordura. 
A grande diferença entre proteínas, gordura e carboidratos é o tempo de digestão e absorção de cada um no nosso organismo. Os carboidratos são os primeiros a serem digeridos e absorvidos, depois as proteínas e por último as gorduras. Esta ordem define muitos comportamentos do nosso organismo. Os carboidratos estão presentes em todos os cereais, trigo, arroz e milho, além de estar nos pães, nas massas e até nas frutas.
Os carboidratos se dividem em:
Carboidratos Simples: são os que possuem absorção mais rápida fornecendo ao organismo uma forma de energia mais rápida.
 Carboidratos Complexos: para serem absorvidos e transformados em fonte de energia deve ser primeiramente quebrados em carboidratos simples.
A restrição exagerada de carboidratos promove perda de peso, porém esta perda não é de forma saudável e com possibilidade de ganho muito rápido do peso perdido. A ingestão adequada estimula um equilíbrio energético, resultando na redução de gordura corporal, melhora da qualidade do tecido muscular e mais disposição para realização exercícios físicos e as atividades do dia-a-dia. 
O que engorda é comer muito carboidrato em um único momento, quando comemos a mais do que precisamos nosso organismo rapidamente percebe isso, usando o necessário e guardando o restante como gordura. Nosso metabolismo funciona como se fosse uma fotografia, vamos absorver para nossas células só o nutriente necessário naquele exato momento. O nutriente em excesso será estocado na forma de gordura.
Claro que o consumo de
carboidratos integrais, com baixos índices glicêmicos tendem a ter um maior controle do peso, consequentemente menor incidência de obesidade, bom perfil lipídico sanguíneo evitando doenças coronarianas e melhor metabolismo dos carboidratos prevenindo diabetes e resistência a insulina comparados a pessoas que consomem açúcar simples de alto índice glicêmico.
O que engorda, é um conjunto de fatores como ingerir calorias em excesso, e ficar muito tempo sem se alimentar, pular refeições e ou diminuir drasticamente a quantidade de comida.
                Pular refeições prejudica o organismo e ainda colabora para aumentar o peso, sendo a pior decisão que uma pessoa que está querendo emagrecer pode tomar. Pode ocorrer o risco de não  ingerir os nutrientes essenciais do corpo, o metabolismo fica mais lento, gastando menos energia e armazenando uma quantidade maior de gordura, já que não sabe quando será alimentado novamente. Da próxima vez em que você fizer uma refeição, estará com tanta fome que a quantidade de comida posta para dentro será ainda maior.
Para ter uma dieta correta, é indispensável tomar o café da manhã, almoço e jantar. E está enganado quem acredita que para perder uns quilinhos, é necessário reduzir a quantidade das refeições. É preciso comer nos intervalos das refeições, além das três principais do dia.
Ao montar o seu prato pense sempre na diversidade de alimentos, enriqueça-o com hortaliças, e busque uma refeição bem colorida. O segredo está em comer com moderação e fazer substituições inteligentes, tornando os pratos mais nutritivos, com menos calorias e gordura.
Não adianta por conta própria e sem acompanhamento nutricional diminuir drasticamente a quantidade de alimentos, porque o corpo se sente fraco e o metabolismo fica muito mais lento o que emagrece de verdade é uma alimentação saudável e balanceada. Para emagrecer o ideal é reduzir a ingestão calórica e manter a proporção adequada entre os macronutrientes, podendo-se comer de tudo de maneira equilibrada.
Portanto nunca deixe de fazer uma alimentação saudável que contenha os nutrientes adequados e devidamente balanceados, com a presença também do carboidrato. É fundamental que a alimentação seja equilibrada, variada, fracionada e porcionada. Logo, não há necessidade de restringir totalmente algum alimento ou nutriente, apenas evite os excessos. E a melhor maneira de deixar sua alimentação mais correta é com a ajuda de um Nutricionista.

Danusa Ribeiro Simão – Pós Graduanda em Fisiologia do Exercício

Naiara Alves – Pós Graduanda em NUTRIÇÃO CLINICA - METABOLISMO, PRÁTICA E TERAPIA NUTRICIONAL.



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